terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ser mãe é uma experiência diferente de todas as outras. Não é como uma profissão que você enjoa e desiste e então procura por outra. Não é como um marido ou namorado que quando te traz mais problemas que alegrias você troca por outro.
Ser mãe é para toda a vida. É nas alegrias, nas tristezas, nas conquistas, nas derrotas, no dia de bom humor e também de mau humor.

Amor de mãe é um sentimento diferente de todos, o amor dedicado a um filho é maior que o dedicado a qualquer coisa ou pessoa. Nenhum filho pode mensurar e compreender o sentimento de uma mãe enquanto não tem sua própria prole.
Lembro-me bem quando vi meu bebê pela primeira vez. Pensei: Será que vou saber cuidar desse bebezinho? E agora o que eu faço? A bebezinha que estava na minha barriga agora estava em meus braços e dependia de mim para sobreviver. Dependia dos meus cuidados, da minha paciência e dedicação.
Abdicar de tantas coisas que faz ver hoje que ser mãe é mais importante. Mesmo que as vezes eu também pense que não sou mais nada além de mãe (assim como no comercial) eu também penso que minha filha é a pessoa educada, carinhosa, simpática, inteligente e tantas outras qualidades que ela tem, porque eu fui sim uma boa mãe e soube cuidar e estimular as suas aptidões até aqui (claro que a genética também influenciou, afinal é minha filha, rs). Peço a Deus que me dê sabedoria e discernimento para continuar guiando o seu caminho e que ela seja uma pessoa de bem, com bons sentimentos, solidária, feliz, realizada.

Não quero dizer que ser mãe implica em deixar de ser mulher, de ser profissional, de ter uma individualidade; mais é necessário dedicação e seria muito bom que as mães pudessem dedicar mais tempo aos filhos do que as suas profissões. Sei que isso nem sempre acontece, as vezes por necessidade de prover o lar, as vezes por necessidade de realização pessoal e também por achar que ser ela mesma é mais importante do que ser mãe.

Ser mãe me tornou uma pessoa melhor - aos poucos, eu sei - mas por ser mãe eu pensei e repensei conceitos da minha vida e modifiquei muitos deles. Aprendi a ser mais comedida e as vezes me sinto limitada por isso (quem me conhece a muitos anos sabe que essa profissão de mãe e esposa não se encaixava comigo). Mais a vida é feita de escolhas e eu escolhi em primeiro lugar ser mãe da Gaby e da Clarinha, que em breve estará em meus braços.

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